6/09 Aniversário de 11 meses
A velocidade das descobertas é tanta, que nosso olhar quase nem alcança
Aurora anda ensaiando seus primeiros passos
A brincadeira preferida é empurrar seu carrinho com buzina de fusca
A pequena adora dar mordidas na mamãe, acho que ela acha que é beijo.
Adora cantar parabéns batendo a palminha.
Adora bater no Zezinho.
Morre de rir quando a mamãe fala Zezinhooooo.
Ama quando o pai chega em casa, gritando Aurora.
Já reconhece os avós
Quer colo da vovó morena
Não chora mais com a vó loira
Ri dos vovôs
Já ensaia um "papapa"
Roró, cuíca, roquinha, rock, tincolini, são 5 dos seus 1000 apelidos
Ai, já anda falando "Ai"
Adora ficar no jardim.
Rega o jardim com o pai.
Coloca florzinha pro buda.
Engatinha nas pedras.
Se chafurda na terra, quer comer todos os gravetinhos e bolinhas que caem da árvore
Prato preferido: Celular ao Molho de chaves
Sobremesa: Controle remoto
Aurora adora mexer o quadrilzinho enquanto toca alguma música animada
Rockinha Adora RocK
Papai coloca uns mantras pra Rockinha dormir
Mas Rockinha não dorme.
Papai coloca passarinho pra cantar pra Rock
Mas Rock não dorme
Papai acende o abajur azul pra Rockinha
Papai dorme
Mas Rock não dorme
Não quer saber de dormir
Amanhã Rock vai começar aula de natação
O peixe vai pra água <°)))><
chuá chuá chuá
Temos feito vários encontros de bebês, o primeiro foi na casa da Erika Puga, no jardim, muitas cangas pelo chão, graminha e cachorros por perto, wild jungle
O segundo foi na casa da Miranda, olha só como estava me divertindo, com a Mi
Outro dia fiquei olhando pra tevelisão, não telesivão, não, ah pra tevê. Achei tão esquisito aquilo, que fui olhar o que tinha atrás. E sabe o que tinha. Nada. Ai que esquisito! Bom, depois que a Ti Vi resolveu morar dentro do computador, posso esperar de tudo! Adoro falar com a Ti vi, ela tá sempre rindo! Tá rindo por quê? Mamãe falou que é porque ela tá feliz.
Outro dia, mamãe abriu um negocinho chamado torneira, que de dentro sai uma coisa gelada, eles chamam de gága, guagua, ah sei lá, só sei que é legal, tentei pegar mas não consegui. Não dá pra pegar, mas descobrir que dá pra mergulhar dentro.
Outro dia mergulhei num monte de gagua, ele fiquei lá. Mamãe foi comigo. No começo fiquei agarradinha da mãe, sei lá, era gagua por todos os lados, era como se eu tivesse mergulhado na torneira, mas só que ao contrário. Depois eu desenho pra vocês entenderem o que eu tô falando. Mas aí, todo mundo começou a bater na gagua e aí foi ficando divertido e quando eu vi eu tava quase voando. Caranguejo Caranguejo faz ti bum faz ti bum, vai pra um ladinho, pro outro ladinho e faz ti bum. Brincamos de sapão, que pula pra fora da torneira e pra dentro. E faz ti bum. E faz ti bum. O ti bum faz bolinha, muita bolinha ...
visita da casa da Miranda
-4-3-2!
-Pare! Espere ai!
Onde é que
Vocês pensam que vão?
Hã? Hammm!
Plunct Plact Zum!
Não vai a lugar nenhum
Plunct Plact Zum!
Não vai a lugar nenhum...
Tem que ser selado
Registrado, carimbado
Avaliado, rotulado
Se quiser voar
(Se quiser voar!)
Eh!...
Prá Lua a taxa é alta
Pr'o sol identidade
Mas já pr'o seu foguete
Viajar pelo Universo
É preciso meu carimbo
Dando
Sim! Sim! Sim! Sim! Seu!...
Plunct Plact Zum!
Não vai a lugar nenhum
Plunct Plact Zum!
Não vai a lugar nenhum...
Tem que ser selado
Registrado, carimbado
Avaliado, rotulado
Se quiser voar
(Se quiser voar!)
Eh!...
Prá Lua a taxa é alta
Pr'o sol identidade
Mas já pr'o seu foguete
Viajar pelo Universo
É preciso meu carimbo
Dando
Sim! Sim! Sim! Sim! Seu!...
Plunct Plact Zum!
Não vai a lugar nenhum
Plunct Plact Zum!
Não vai a lugar nenhum...
Mas ora! Vejam só!
Já estou gostando de vocês
Aventura como esta
Eu nunca espero e nem terei
O que eu queria mesmo
Era ir com vocês
Mas já que eu não posso
Boa viagem, até outra vez...
Plunct Plact Zum!
Pode partir
Sem problema algum
Plunct Plact Zum!
Pode partir
Sem problema algum
Boa viagem!
Plunct Plact Zum!
Pode partir
Sem problema algum
Oh!
Plunct Plact Zum!
Pode partir
Sem problema algum...
-Boa Viagem meninos!
Boa Viagem!
Achei uma historinha com o nome da minha Ti Vi, ela se chama Virginia, que nem a menina que fazia bonecos de barro ...
Os bonecos de barro
POR CLARICE LISPECTOR
O que ela amava acima de tudo era fazer bonecos de barro — o que ninguém lhe ensinara. — Trabalhava numa pequena calçada de cimento em sombra, junto à última janela do porão. Quando queria com muita força ia pela estrada até ao rio. Numa de suas margens, escalável embora escorregadia, achava-se o melhor barro que alguém poderia desejar: branco, maleável, pastoso: frio. Só em pegá-lo, em sentir sua frescura delicada, alegrezinha e cega, aqueles pedaços timidamente vivos, o coração da pessoa se enternecia úmido quase ridículo. Virgínia cavava com os dedos aquela terra pálida e lavada — na lata presa à cintura iam se reunindo os trechos amorfos. O rio em pequenos gestos molhava-lhe os pés descalços e ela mexia os dedos úmidos com excitação e clareza. As mãos livres, ela então cuidadosamente galgava a margem até a extensão plana . No pequeno pátio de cimento depunha a sua riqueza. Misturava o barro à água, as pálpebras frementes de atenção — concentrada, o corpo à escuta, ela podia obter uma porção exata de barro e de água numa sabedoria que nascia naquele mesmo instante, fresca e progressivamente criada. Conseguia uma matéria clara. e tenra de onde se poderia modelar um mundo.
Como, como explicar o milagre... Ela se amedrontava pensativa. Nada dizia, não se movia, mas interiormente sem nenhuma palavra repetia: Eu não sou nada, não tenho orgulho, tudo me pode acontecer; se quiser, me impedirá de fazer a massa de barro; se quiser, pode me pisar, me estragar tudo; eu sei que não sou nada. Era menos que uma visão, era uma sensação no corpo, um pensamento assustado sobre o que lhe permita conseguir tanto barro e água e diante de quem ela devia humilhar-se com seriedade . Ela lhe agradecia com uma alegria difícil, frágil e tensa; sentia em alguma coisa como o que não se vê de olhos fechados. Mas o que não se vê de olhos fechados tem uma existência e uma força, como o escuro, como a ausência — compreendia-se ela, assentindo feroz e muda com a cabeça. Mas nada sabia de si, passaria inocente e distraída pela sua realidade sem reconhecê-la; como uma criança, como uma pessoa.
Depois de obtida a matéria, numa queda de cansaço ela poderia perder a vontade de fazer bonecos. Então ia vivendo para a frente como uma menina.
Um dia, porém, sentia seu corpo aberto e fino, e no fundo uma serenidade que não se podia conter, ora se desconhecendo, ora respirando trêmula de alegria, as coisas incompletas. Ela mesma insone como luz — esgazeada, fugaz, vazia, mas no íntimo um ardor que era vontade de guiar-se a uma só coisa, um interesse que fazia o coração acelerar-se sem ritmo... de súbito, como era vago viver. Tudo isso também poderia passar, a noite caindo repentinamente, a escuridão fresca sobre o dia morno.
Mas às vezes ela se lembrava do barro molhado, corria alegre e assustada para o pátio: mergulhava os dedos naquela mistura fria, muda e constante como uma espera; amassava, amassava, aos poucas ia extraindo formas. Fazia crianças, cavalos, uma mãe com um filho, uma mãe sozinha, uma menina fazendo coisas de barro, um menino descansando, uma menina contente, uma menina vendo se ia chover, uma flor, um cometa de cauda salpicada de areia lavada e faiscante, uma flor murcha com sol por cima, o cemitério do Brejo Alto, uma moça olhando... Muito mais, muito mais. Pequenas formas que nada significavam, mas que eram na realidade misteriosas e calmas. Às vezes alta como uma árvore alta, mas não eram árvores, m:to eram nada...Ás vezes um pequeno objeto de forma quase estrelada, mas sério e cansado como uma pessoa. Um trabalho que jamais acabaria, isso era o que de mais bonito e atento ela já soubera. Pois se ela podia fazer o que existia e o que não existia!...
Depois de prontos, os bonecos eram colocados ao sol. Ninguém lhe ensinara, mas ela os depositava nas manchas de sol no chão, manchas sem vento nem ardor. O barro secava mansamente, conservava o tom claro, não enrugava, não rachava. mesmo quando seco parecia delicado, evanescente e úmido. E ela própria podia confundi-lo com o barro pastoso. As figurinhas assim, pareciam rápidas, quase como se fossem se desmanchar — e isso era como se elas fossem se movimentar. Olhava para o boneco imóvel e mudo. Por amor ou apenas prosseguindo o trabalho ela fechava os olhos e se concentrava numa força viva e luminosa, da qualidade do perigo e da esperança, numa força de sede que lhe percorria o corpo celeremente com um impulso que se destinava à figura. Quando, enfim, se abandonava, seu fresco e cansado bem-estar vinha de que ela podia enviar, embora não soubesse o que, talvez. Sim ela às vezes possuía um gosto dentro do corpo, um gosto alto e angustiante que tremia entre a força e o cansaço — era um pensamento como sons ouvidos, uma flor no coração: Antes que ele se dissolvesse, maciamente rápido, no seu ar interior, para sempre fugitivo, ela tocava com os dedos num objeto, entregando-o. E, quando queria dizer algo que vinha fino, obscuro e liso — e isso poderia ser perigoso — ela encostava um dedo apenas, um dedo pálido, polido e transparente, um dedo trêmulo de direção. No mais agudo e doído do seu sentimento ela pensava: Sou feliz. Na verdade, ela o era nesse instante, e se em vez de pensar: Sou feliz, procurava o futuro, era porque, obscuramente, escolhia um movimento para a frente que servisse de forma à sua sensação.
Assim juntara uma procissão de coisas miúdas. Quedavam-se quase despercebidas no seu quarto. Eram bonecos magrinhos e altos como ela mesma. Minuciosos, ligeiramente desproporcionados, alegres, um pouco perplexos — às vezes, subitamente, pareciam um homem coxo rindo. Mesmo suas figurinhas mais suaves tinham uma imobilidade atenta como a de um santo. E pareciam inclinar-se, para quem as olhava, também como os santos. Virgínia podia fitá-las uma manhã inteira, que seu amor e sua surpresa não diminuiriam.
— Bonito... bonito como uma coisinha molhada, dizia ela excedendo-se num ímpeto imperceptível e doce.
Ela observava: mesmo bem acabados, eles eram toscos como se pudessem ainda ser trabalhados. Mas vagamente, ela pensava que nem ela nem ninguém poderia tentar aperfeiçoá-los sem destruir sua linha de nascimento . Era como se eles só pudessem se aperfeiçoar por si mesmos, se isso fosse possível.
As dificuldades surgiam como uma vida que vai crescendo. Seus bonecos, pelo efeito do barro claro, eram pálidos. Se ela queria sombreá-los não o conseguia com o auxílio da cor, e por força dessa deficiência aprendeu a lhes dar sombra ainda por meio de forma. Depois inventou uma liberdade: com uma folhinha seca sob um fino traço de barro conseguia um vago colorido, triste assustada quase inteiramente morto. Misturando barro à terra, obtinha ainda outro material menos plástico, porém mais severo e solene. MAS COMO FAZER O CÉU? Nem começar podia! Não queria nuvens — o que poderia obter, pelo menos grosseiramente — mas o céu, o céu mesmo, com sua existência, cor solta, ausência de cor. Ela descobriu que precisava usar uma matéria mais leve que não pudesse sequer ser apalpada, sentida, talvez apenas vista, quem sabe! Compreendeu que isso ela conseguiria com tintas.
E às vezes numa queda, como se tudo se purificasse, ela se contentava em fazer uma superfície lisa, serena, unida, numa simplicidade fina e tranqüila.
O texto acima foi publicado na revista "Nordeste" (Ano XIII, nº 2, julho de 1960, Recife-PE) e consta do romance "O Lustre", publicado em 1946. Foi extraído de reprodução feita pela Oficina do Livro Rubens Borba de Moraes, produção editorial de Giordanus - São Paulo, maio de 2003, sendo mais uma colaboração de João Antônio Bührer e seus "Arquivos Implacáveis".
Não há identificação do autor das ilustrações, que serão talvez de Ladjane que, com Esmaragdo Marroquim, assume a direção da revista. Declinam-se também M.Bandeira, José Cláudio e Karl Plattner como ilustradores do exemplar utilizado.
A vida e a obra de Clarice Lispector estão em "Biografias".
OLHA QUE BONITO ESSE TEXTO TAMBÉM ...
A Complicada Arte de ver
Rubem Alves
Ela entrou, deitou-se no divã e disse: "Acho que estou ficando louca". Eu fiquei em silêncio aguardando que ela me revelasse os sinais da sua loucura. "Um dos meus prazeres é cozinhar. Vou para a cozinha, corto as cebolas, os tomates, os pimentões - é uma alegria! Entretanto, faz uns dias, eu fui para a cozinha para fazer aquilo que já fizera centenas de vezes: cortar cebolas. Ato banal sem surpresas. Mas, cortada a cebola, eu olhei para ela e tive um susto. Percebi que nunca havia visto uma cebola. Aqueles anéis perfeitamente ajustados, a luz se refletindo neles: tive a impressão de estar vendo a rosácea de um vitral de catedral gótica. De repente, a cebola, de objeto a ser comido, se transformou em obra de arte para ser vista! E o pior é que o mesmo aconteceu quando cortei os tomates, os pimentões... Agora, tudo o que vejo me causa espanto."
Ela se calou, esperando o meu diagnóstico. Eu me levantei, fui à estante de livros e de lá retirei as "Odes Elementales", de Pablo Neruda. Procurei a "Ode à Cebola" e lhe disse: "Essa perturbação ocular que a acometeu é comum entre os poetas. Veja o que Neruda disse de uma cebola igual àquela que lhe causou assombro: 'Rosa de água com escamas de cristal'. Não, você não está louca. Você ganhou olhos de poeta... Os poetas ensinam a ver".
Ver é muito complicado. Isso é estranho porque os olhos, de todos os órgãos dos sentidos, são os de mais fácil compreensão científica. A sua física é idêntica à física óptica de uma máquina fotográfica: o objeto do lado de fora aparece refletido do lado de dentro. Mas existe algo na visão que não pertence à física.
William Blake sabia disso e afirmou: "A árvore que o sábio vê não é a mesma árvore que o tolo vê". Sei disso por experiência própria. Quando vejo os ipês floridos, sinto-me como Moisés diante da sarça ardente: ali está uma epifania do sagrado. Mas uma mulher que vivia perto da minha casa decretou a morte de um ipê que florescia à frente de sua casa porque ele sujava o chão, dava muito trabalho para a sua vassoura. Seus olhos não viam a beleza. Só viam o lixo.
Adélia Prado disse: "Deus de vez em quando me tira a poesia. Olho para uma pedra e vejo uma pedra". Drummond viu uma pedra e não viu uma pedra. A pedra que ele viu virou poema.
Há muitas pessoas de visão perfeita que nada vêem. "Não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. Não basta abrir a janela para ver os campos e os rios", escreveu Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa. O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido. Nietzsche sabia disso e afirmou que a primeira tarefa da educação é ensinar a ver. O zen-budismo concorda, e toda a sua espiritualidade é uma busca da experiência chamada "satori", a abertura do "terceiro olho". Não sei se Cummings se inspirava no zen-budismo, mas o fato é que escreveu: "Agora os ouvidos dos meus ouvidos acordaram e agora os olhos dos meus olhos se abriram".
Há um poema no Novo Testamento que relata a caminhada de dois discípulos na companhia de Jesus ressuscitado. Mas eles não o reconheciam. Reconheceram-no subitamente: ao partir do pão, "seus olhos se abriram". Vinicius de Moraes adota o mesmo mote em "Operário em Construção": "De forma que, certo dia, à mesa ao cortar o pão, o operário foi tomado de uma súbita emoção, ao constatar assombrado que tudo naquela mesa - garrafa, prato, facão - era ele quem fazia. Ele, um humilde operário, um operário em construção".
A diferença se encontra no lugar onde os olhos são guardados. Se os olhos estão na caixa de ferramentas, eles são apenas ferramentas que usamos por sua função prática. Com eles vemos objetos, sinais luminosos, nomes de ruas - e ajustamos a nossa ação. O ver se subordina ao fazer. Isso é necessário. Mas é muito pobre. Os olhos não gozam... Mas, quando os olhos estão na caixa dos brinquedos, eles se transformam em órgãos de prazer: brincam com o que vêem, olham pelo prazer de olhar, querem fazer amor com o mundo.
Os olhos que moram na caixa de ferramentas são os olhos dos adultos. Os olhos que moram na caixa dos brinquedos, das crianças. Para ter olhos brincalhões, é preciso ter as crianças por nossas mestras. Alberto Caeiro disse haver aprendido a arte de ver com um menininho, Jesus Cristo fugido do céu, tornado outra vez criança, eternamente: "A mim, ensinou-me tudo. Ensinou-me a olhar para as coisas. Aponta-me todas as coisas que há nas flores. Mostra-me como as pedras são engraçadas quando a gente as têm na mão e olha devagar para elas".
Por isso - porque eu acho que a primeira função da educação é ensinar a ver - eu gostaria de sugerir que se criasse um novo tipo de professor, um professor que nada teria a ensinar, mas que se dedicaria a apontar os assombros que crescem nos desvãos da banalidade cotidiana. Como o Jesus menino do poema de Caeiro. Sua missão seria partejar "olhos vagabundos"...
AURORA anda cheia de novidades
Quando perguntarem a primeira palavra mesmo! que você falou, filha você pode dizer que foi: DÁ
Dá, pra tudo, e aponta e pede e quer ... Oh, é tão cedo que a gente já QUER ...
Mamãe fala PALHAçO, você aponta, FLOR, CARROSSEL, BOLA, PIU PIU, PEIXEEEE, ESTRELA, FADA, LUA, e você aponta direitinho ... PAPAI você aponta a porta (é engraçado !!!)
Eu falo MAMÃE e você aponta o quê? O peito e abaixa minha blusa, pode?
Todo mundo pergunta. Já tá andando? Andando mesmo ainda não, mas já tá tentando
E quando o pai chega tarde, você deu pra esperar acordada ATÉ ele chegar. É fogo !!!
Ah, Vovó marcia deu um brinquedo de tocar música que foi um sucesso.
Na casa da vó sylvia você gosta de brincar com os potinhos de activia vazios e garrafinha pet com feijão, você se diverte com qualquer coisa, mas se o brinquedo toca, você dança bonitinho
Na natação, você outro dia, mergulhou !!! Nossa a sua carinha a hora que sai da agua depois do mergulho é o pintinho molhado mais fofo desse mundo
Todas as atenções agora estão voltadas pra festa de 1 ano. Vovó Marcia está fazendo a mesa dos doces, fomos na 25 de março (só você pra fazer sua vó ir na 25 de março) comprar os badulaques da festinha, vó sylvia já encomendou os salgados, mamãe já fez o convite, e já convidou os amigos

Estamos indo pra fazenda, passear um pouco, hoje é uma quinta feira dia 29 de setembro. Vamos comemorar que saiu o patrocínio da peça da mamãe do FELLINI. Tudo de bom na vida mãe, acontece nessa época, você nasceu, eu comecei a namorar o pai ... é a primavera chegando ... Tempo de agradecer as nossas estrelinhas que nos protegem lá no alto ... Estrelinha bisavó bela, tia eva, bisavó helena, bisavô itaci e antenor, bisa odete ...
Primavera é bom! Tempo de ir mais no parque, subir nos brinquedos, de abraçar arvore, de escorregar no escorrega e se chafurdar na areia
Tempo de ficar no terraço, pé no chão com meu catavento
Tempo da Princesa Aurora se prepara para apagar as velinhas ... Você sabe porque a gente apaga as velinhas quando faz aniversário? Porque toda vez que acendemos uma vela lembramos a nossa alma que estamos vivos e ao apagarmos é como se estivéssemos concluindo uma etapa e nos preparando para a próxima, mais um ano de vida, de descobertas, de desafios, de esperanças e amores ... Papai já acredita que todo dia é dia de comemorar, então ele canta parabéns pra você todo dia, nos seus aniversários e desaniversários! É que ele é doido, que nem o chapeleiro maluco da Alice. Mas numa coisa a gente concorda ... A vida é um presente divino ... E celebrar a vida seja no dia nosso nascimento ou quando acontecem coisas boas é um ritual muito antigo e importante. Que você tenha uma vida com aniversários e desaniversários muito felizes, sempre cercada de quem te ama, minha filha. Nós te amamos muito. Todos nós ... Viva Princesa Aurora !!!
olha a aurora no jornal ...
http://zendobrasil.org.br/jornal/
na página 2, da edição desse mês, no dia do batizado no templo budista